A dois passos do paraíso

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A dois passos do paraíso

Muito prazer, polêmica: desvendamos o Jardim Itatinga, maior zona de prostituição da América Latina

É fim de horário comercial. As luzes néon estão por toda a rua, um convite. Dentro de misteriosas casas, música alta, risadas sensuais, descontração. Tudo é permitido e mais um pouco. Hora de relaxar, encerrar o dia… e começar a noite. Um gole a mais? Vá em frente. Fantasias? Todas as possíveis. Sim, a cena parece deslumbrante para olhos desavisados. Meninas lindas e mulheres feitas dançam, despidas de roupas e pudor, ou simplesmente aguardam, donas de si e de um talento único: hipnotizar os homens num chamado que se estende por todo um quarteirão há quarenta e cinco anos: bem vindo ao Jardim Itatinga, o mais famoso bairro do prazer da América Latina.

Fernandinha (nome de guerra), 23 anos (segundo ela, mas, aparentando 33 no Registro Geral), corpo de menina, cara de anjo, aproxima-se do meu carro quando eu e um amigo paramos para observar o movimento. Ela também nos observa, mas, mais do que isso, aguarda um sinal – por pouco tempo; Fernandinha (e Gisele, e Janaína, Camila, Sônia, Valéria, entre tantas outras) não tem tempo a perder. A brincadeira, aqui, é um negócio muito sério, embora embalada sob codinomes como “vida fácil”, “perdição” ou “pecado”. Há oferta e há procura; há sigilo, segurança e conforto (o bairro conta com vários estacionamentos e manobristas; as boates de strippers e casas da zona têm funcionários discretos, garçons educados e algumas possuem quartos e banheiros planejados para atender deficientes físicos, uma parcela considerável de clientes) e satisfação garantida – não sob o slogan “ou seu dinheiro de volta”, mas através de uma carícia, um desejo realizado, uma noite sem limites para jovens, quarentões, solteiros, casados ou viúvos.

Em 2008, quando o bairro de fama internacional saía de seu período mais difícil, iniciado cerca de quinze anos antes, para retomar sua posição de centro de entretenimento e diversão, tive meu primeiro contato com o bairro, suas histórias e personagens. Das quase oito mil mulheres que trabalharam e moraram no Jardim nas décadas de 70 e 80, atualmente 1,9 mil ainda permanecem na área. Uma das casas mais famosas chegou a contar, durante a “época de ouro”, com 80 meninas por noite – hoje uma das maiores trabalha com um número entre vinte e trinta. Um pouco mais distante da crise de violência e da superpopulação das primeiras décadas, essa retomada teve por objetivo trazer de volta uma preocupação que no passado garantiu ao Itatinga a visita de personalidades ilustres da política, do futebol e da música: o nível de qualidade do atendimento, do ambiente oferecido e da beleza das meninas. Uísque? Original, nada falsificado. Loira, ruiva, de belas curvas ou seios fartos? A beleza, essa sim, às vezes natural, às vezes falsificada. Uma maquiagem mais pesada, uma correção estética, uma vontade de mulher.

Fernandinha, corpo de menina, cara de anjo, aproxima-se do nosso carro. Ela nos observa, mas, mais do que isso, aguarda um sinal – por pouco tempo; Fernandinha não tem tempo a perder.

Fernandinha era morena. Usava naquela noite um shorts e um top brancos, minúsculos. Assim como a maioria das meninas, seu prazer – ou o que ela fazia parecer ser um prazer – era exibir-se, “atentar” a imaginação masculina com o que Deus lhe deu e com o que aprendeu na carreira. “Quanto?”, pergunta meu amigo. Ela nos mede uma, duas vezes, e dispara: “completo?”. Antes que eu possa compreender, meu amigo – mais familiarizado do que eu com a negociação, continua: “sim, completo. E oral até o final”. Fernandinha rebola, aproxima-se mais do carro. Escora-se na janela do passageiro – onde está meu amigo –, levanta rapidamente o top e exibe os seios, escondendo-os prontamente. “Cinquenta”, responde.

Observar o funcionamento noturno do Jardim Itatinga (o metiê se inicia logo pela manhã, mas o fluxo de clientes pega fogo após às seis da tarde) é contrapor todas as teorias sociais à procura de um denominador comum – e nunca encontrá-lo. Os clientes são de todo tipo; homens comuns, trabalhadores, engravatados, playboys, tiozinhos. Um quadro perfeitamente democrático. Além das mulheres, travestis e homossexuais completam um menu oferecido principalmente às quintas, sextas e sábados. Nem todas as casas e boates se mantém abertas aos domingos. “Domingo é dia de família, dia de homem casado estar em casa. No sábado, o cidadão tem futebol, jantar, reunião de amigos, ou fica preso no trânsito. Pode inventar qualquer coisa. Manter a casa fechada ao domingo é selecionar cliente”, teoriza E. C. D.*, ex-proprietário de uma das casas do Itatinga, e que ainda acompanha o movimento do bairro com olhos de dono.

“Cinqüenta? Muito caro. Assim a gente vai embora”, diz, convicto e para minha surpresa, meu amigo que me acompanha – e quase salta sobre Fernandinha. Nada mais propício para a situação que um amigo de longa data, e no meu caso, especialmente um amigo publicitário, penso. Quem compreenderia melhor o marketing e as regras de negociação do local tão rapidamente? Ela sorri, maliciosa. Dá-nos as costas e rebola novamente: “Faço cinquenta pros dois bonitinhos”. Trabalho é trabalho – e acelero o veículo à caça do que mais nos apresentaria o Jardim Itatinga naquela noite.

Muito além das casas menores e das garotas que se exibem semi-nuas – ou nuas, o que depende do grau de extroversão da menina ou da sua embriaguez -, há um verdadeiro parque de diversões entre as ruas do Jardim. São as boates e casas maiores, luxuosas, algumas trabalhadas em madeira nobre e granito, com espelhos por todos os lados, sala de ginástica, piscinas cobertas, mesas de frutas, salões ricamente decorados em vermelho e preto e bares estocados de vinhos e destilados. A maioria possui estacionamento próprio e seguranças – os temidos cães de guarda, que na verdade apenas cumprem seu ofício. Assim como as meninas, como os vendedores ambulantes, como os clientes e os moradores do bairro que não têm relação com a prostituição (existem casas residenciais no local), pertencer ou participar do Jardim Itatinga é a experiência de estar livre socialmente de qualquer preconceito ou inibição. “E se alguém conhecido me vê aqui?”, pergunta-me o meu amigo enquanto circulamos por outra rua, ao que eu respondo com a resposta típica para situações de risco: “Se alguém te encontra aqui, é porque está aqui, também”. Ele, no entanto, sobe seu vidro dois dedos.

Domingo é dia de família, dia de homem casado estar em casa. No sábado, o cidadão tem futebol, jantar, reunião de amigos, ou fica preso no trânsito. Pode inventar qualquer coisa. (E.C.D., ex-proprietário de uma das casas)

MI CASA, SU CASA

A preocupação das casas em administrar o local e mantê-lo em ordem é visível. Há um esforço para que um controle exista e seja rigoroso. A maioria dos donos e ex-donos de estabelecimentos com os quais pude conversar é categórica em afirmar que sem a mão-de-ferro deles sobre suas meninas (alguns exigem exames de HIV a cada três meses, além de estabelecer normas sobre clientes drogados, entre outras) a retomada de popularidade do Jardim Itatinga não seria possível. Nesse contexto de comunidade unida, desde o início o bairro contabiliza “causos” curiosos, polêmicos, engraçados e tristes, também. Se as agressões às mulheres persistem, por exemplo, e se a violência está realmente em baixa, é impossível quantificar essas informações em números. Tanto as meninas quanto seus clientes não registram queixas, boletins de ocorrência ou exames de corpo delito. Discrição é a descrição de qualquer zona, não poderia ser diferente. É notável um senso comum quanto a preservar a individualidade do lugar.

Dessas histórias, compartilhamos com o leitor uma, no mínimo, peculiar e quase “hollywoodiana”. Uma das casas de prostituição entrava em declínio financeiro, acumulando dívidas e se aproximando de uma ordem de despejo. Não bastasse o prejuízo e o desespero – ou exatamente pelo prejuízo e desespero –, o proprietário descobre problemas sérios de saúde. Eis que surge aquela a quem, por sigilo, chamaremos de – qual nome melhor? – a “bela da tarde”. Uma mulher escultural, de corpo desenhado na medida exata para enlouquecer qualquer homem, disposta a realizar todos os desejos. Dizem as histórias que seu prazer, como reza o clichê, era dar prazer. E sozinha, dia após dia – ou noite –, a bela levantou o negócio. Da casa, também. Saldou dívidas, fez seu próprio dinheiro, alcançou fama e virou lenda – nada excepcional, afinal, o Itatinga é uma terra de lendas, mitos e sereias com seus cantos impossíveis de resistir.

São duas da manhã, é hora de partir – para nós. O Jardim está abarrotado de clientes, curiosos e mulheres. Uma cena chama a nossa atenção. Uma jovem moradora – de casa residencial, entenda-se – passa por entre os homens de cabeça baixa. Nas mãos, livros e cadernos da escola. Faz ranger um portãozinho de ferro quase oculto dentre a poluição visual e entra rapidamente, timidamente, talvez envergonhadamente. Quando ele se fecha, notamos uma placa amarrada com arame na grade: “Residência Familiar”. Excluídos – ou sentindo-se excluídos – socialmente, muitos moradores procuram preservar a “decência” e evitar incômodos destacando em suas residências, através de placas, a finalidade delas. Outros moradores, entretanto, não se envergonham – nem deveriam. Encontraram trabalho no comércio local – são garçons, faxineiras, cabeleireiros, seguranças, recepcionistas, técnicos de som. Uma pequena sociedade à parte, enfim, com seus mecanismos muito particulares que fazem funcionar, todas as noites, aquela que ainda é considerada a maior zona meretrícia da América Latina. “Sabe a melhor parte, cara?”, pergunta-me meu amigo quando saímos do bairro, retornando para a Rodovia Anhanguera, pista de acesso. Antes de concluir seu pensamento, ele me olha como se desconfiasse de si mesmo e do que iria me dizer, mas continua: “aqui a gente se sente um rei. A gente pode ser feio, alto, baixo, careca, não importa. Elas te fazem acreditar que você é o melhor. Pode até ter pinto pequeno”.

Aqui a gente se sente um rei. A gente pode ser feio, alto, baixo, careca, não importa. Elas te fazem acreditar que você é o melhor. Pode até ter pinto pequeno.

“PARA VER AS MENINAS”

Meretrizes. Prostitutas. Mulheres da rua. São meninas, também. Mães, cidadãs. Têm medo da AIDS, e a maioria afirma o uso de preservativos e lubrificantes. Algumas permanecem por anos na profissão, outras passam a gerenciar ou auxiliar a administração dos negócios das casas e boates da região – também chamadas de “cabarés modernos”. Outras partem para uma “carreira solo”, transferindo-se para a região do centro da cidade. Para isso, porém, é preciso ter assegurado já uma posição financeira que lhes permita o aluguel de um apartamento e os anúncios em jornais – sem essa segurança, passam a dividir kitnetes e atender nas ruas. Enquanto trabalham no Itatinga, porém, o esquema permanece o mesmo: o cliente deve pagar o quarto (em média R$ 50,00) e o programa à parte (ambos, no entanto, variam de acordo com o ambiente da casa e o status da menina).

A média de idade pode ser classificada entre dezoito e quarenta anos. As menores de idade, obviamente, omitem essa informação, e as acima de quarenta, possivelmente encontrando dificuldades para se estabelecer fora do Jardim após essa idade, trabalham ainda nas casas ou assumem outras funções. A maior parte concluiu o ensino primário e não tem em seus planos o retorno para as cadeiras escolares. Algumas (as mais jovens e com menos tempo de trabalho), no entanto, desejam ingressar na faculdade e mudar radicalmente o rumo de suas vidas. Porém, no início da profissão todas são unânimes: o futuro é outro. De repente, o dinheiro começa a aparecer dia após dia – quando até pouco tempo parecia inviável se sustentar. O futuro parece “promissor”, mas, na verdade, pode ser bem ilusório.

Drogas e relacionamentos amorosos com clientes são constantes na vida dessas meninas que também sonham com carinho, afeto e estabilidade, mas, na ausência desses, perdem-se nos vícios. “Todas bebem. E bebem muito. Tem mulher que bebe mais que homem”, afirma C. H.*, frequentador do Jardim há décadas e ex-sócio de uma casa noturna em Campinas. Ele relembra, inclusive, momentos de sua infância marcados pela “mistificação” causada pelo bairro. “Íamos (ele e meninos da mesma idade) até lá depois do colégio. Atravessávamos a pista, um de cada vez, esperando o outro voltar. Era uma festa, ficávamos ansiosos esperando a nossa vez”.

Vindas de todos os lugares – Santos, Ceará, Maranhão, Porto Alegre (por dificuldades profissionais, regionais, familiares ou, ainda, pela curiosidade criada em torno da fama do Itatinga) –, elas ajudam a criar, há quarenta e cinco anos, uma pequena Babel. Os sotaques são muitos e diferentes; as histórias de vida, parecidas. Engana-se, porém, quem imagina que o bairro, devido às condições de sua criação e emancipação, obriga seus moradores a um isolamento social. Eles frequentam pagodes e bailes funk, mas também boates de nome da cidade. Alguns têm religião, outros não. Católicos, evangélicos, batizados ou não, a maioria acredita em Deus. As mulheres querem casar e ter filhos. A realidade, no entanto, é diferente: os filhos nascidos da “profissão”, em geral, não permanecem por ali. São doados para instituições, familiares ou abortados. E o sonho do altar e da grinalda… Existem casos, sim. Lendas ou não, ouvem-se no Itatinga  histórias de mulheres saídas da zona diretamente para a Europa, para uma vida luxuosa ou de classe média, mas, de qualquer forma, bem distante da vida que conheceram ali. Dizem, até, que uma delas alcançou oficialmente um título de nobreza – mas, rainhas elas já são. Todas as noites.

No início da profissão todas são unânimes: o futuro é outro. O dinheiro começa a aparecer dia após dia. O futuro “promissor” pode ser, na verdade, bem ilusório.

O INÍCIO DO ITATINGA

Situado no município de Campinas, interior de São Paulo, o Jardim Itatinga (“pedra branca” em tupi-guarani) nasceu na década de 60 da desapropriação de uma fazenda de mesmo nome. A cidade passava por um período de intensa produtividade industrial e expansão territorial. Os bairros localizados próximos ao centro de comércio, considerados nobres, rapidamente eram valorizados. Numa ação inconstitucional batizada de Operação Limpeza e até hoje única na história, a pressão social e política transferiu casas de prostituição (e também garotas de programa das ruas) de pelo menos três grandes bairros de Campinas – Castelo, Centro e Taquaral – para o Jardim Itatinga, na época uma zona ainda em construção, sem energia elétrica, água, saneamento básico e asfaltamento.

“Muita coisa mudou, aqui não tinha nada, só terra”, lembra E. C. D.*, ex-proprietário de uma das boates mais referenciais da época em que o Jardim Itatinga viveu seu auge. Com o tempo e a repercussão do bairro, meninas de outros estados migraram para a região afim de “fazer história e ganhar seu dinheiro”. Assim nascia a comunidade do Jardim Itatinga, tão unida e cheia de suas próprias regras de convivência quanto uma verdadeira família. Durante as três primeiras décadas, histórias de glamour, beleza e luxo, unidas ao seu contexto de discrição e segurança, fizeram a fama do bairro e em pouco tempo ganharam repercussão pelo Brasil e finalmente por toda a América do Sul. Segundo o trabalho acadêmico “Zona de Prazeres”, escrito em 2003 por estudantes do curso de Jornalismo da Puc-Campinas, a força dos moradores e suas reivindicações constantes também foi responsável por grandes melhorias no bairro

VIDAS REAIS

Nem tudo – pouca coisa, na verdade, na vida real, distante dos filmes a là “Uma Linda Mulher” – são flores. A partir da década de 80 uma série de casos de violência, furtos e agressões entre prostitutas e clientes saíram direto das camas e ruas do Jardim Itatinga para as páginas dos principais jornais da cidade. Em decorrência, houve a queda gradual de clientes assustados com as notícias e, até o início de 2000, um esvaziamento de parte das ruas. As meninas escolhiam agora outros caminhos – ou velhos caminhos, uma vez que muitas retornaram para o centro, na ruas dos bairros Botafogo e Bosque dos Jequitibás. Passaram a oferecer seus serviços em seus próprios apartamentos através de anúncios em jornais, revistas e internet.

Um novo movimento, entretanto, tomou forma entre os anos 90 e 2000. Pastorais evangélicas, cristãs e lideranças comunitárias iniciaram trabalhos voluntários de apoio, conscientização sobre doenças venéreas e direitos humanos para as mulheres do bairro. Muito semelhante a um organismo capaz de se auto-regenerar, mais uma vez a força dos personagens do Jardim Itatinga foi posta à prova. Novas casas surgiram, enquanto antigas se reergueram do período difícil. Casos de envolvimento das meninas com drogas e de crimes relacionados ao tráfico aparentemente diminuíram (ou saíram de moda para os jornais), e não figuram mais nos meios de comunicação causando terror e sensacionalismo. “Está mais calmo por aqui. Os clientes estão tranquilos, a época boa está voltando. A diversão está voltando”, afirma J. A*., 50 anos, 34 de Itatinga e proprietário de uma boate prestes a inaugurar no bairro (leia mais sobre sua história nessa matéria).

A PALAVRA CONVENCE, MAS O EXEMPLO ARRASTA

Se for para fazer, é melhor fazer bem feito. Essa concepção sobre trabalho define bem J. A., 50 anos. Encontramo-nos numa quinta-feira à tarde em seu estabelecimento no Itatinga. A casa, ainda em construção, deverá abrigar em breve uma das maiores boates de todo o bairro. “Aqui tudo é do bom e do melhor” ele garante quando iniciamos nossa conversa. J. A. é muito simpático. Sentado ao meu lado, acendendo calmamente um cigarro, mostra-se à vontade para conversar sobre seu negócio e apresentar a casa. Não se intimida com o nosso veículo (a palavra reportagem, gritante e adesivada nos quatro cantos do carro, assustou muita gente por lá) e me recebe quase como um velho amigo. Orgulha-se em abrir cada quarto (são dez) e repetir, todas as dez vezes, o nome de cada material mais nobre que tenha usado em seu novo negócio. Mármore, madeira, pisos finos, decoração e acabamento impecáveis. Nas paredes externas, textura e cores fortes, solares. Tudo isso, no entanto, parece ser apenas conseqüência do que J. A. faz de melhor: a comunicação.

“Do que adianta chegar na minha casa, ficar bem vestido de terno e gravata, sentar à mesa que nem besta sem fazer nada, uísque na mão, bebendo? Isso é luxo! As pessoas tem que me ver trabalhando, é isso o que eu faço. A palavra convence, mas o exemplo arrasta”. Figurinha conhecida há mais de 20 anos no Itatinga (especialmente por seu trabalho de divulgação boca-a-boca das casas para as quais trabalhou), J. A. já passou por mais de oito boates diferentes. Nesse tempo conheceu – e viu – de tudo um pouco. “Nunca deixei de trabalhar. Frio, sol, doença, o que tivesse. Colocava meu banquinho no portão e vamo que vamo”.

Para J. A. as coisas foram difíceis. Problemas financeiros, problemas emocionais, uma separação e uma cirurgia de risco foram algumas das provações recentes pelas quais ele passou. Em 2008, mesmo doente, decidiu montar a nova casa. Hoje, dois anos depois, curado e certo de que começará vida nova em muitos sentidos, ele se prepara para a inauguração. “Quero que todo mundo possa vir”, ele sorri, animado e cheio de expectativas. “Vou trazer umas duas mil pessoas e cobrar baratinho pela melhor casa daqui. Quero colocar mesa ao ar livre, organizar tudo nos detalhes e fazer uns convites”. Brilho nos olhos, ele continua: “mas, só de convite que eu fiz no corpo a corpo, num vai caber gente aqui!”. Alguém duvida?

* = Todos os entrevistados tiveram seus nomes preservados.

Por Ricardo Araújo

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4 Responses até “A dois passos do paraíso”

  1. Dom disse:

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  2. Lilika disse:

    me desculpe quem concorda com isso, mas elas dizerem que nao há trabalho é uma vergonha.. quem quer trb de faxineira, empregada, tralho honesto mas cansativo.Logico querem vida facil.pra mim é uma poca vergonha.e ainda xora pro reporte. para vai. elas gostam disso:( nao devereia existir esse tipo de coisa.por traz disso nao há uma grande mulher, e sim uma prostituta. é isso que penso e pronto.

  3. luiz disse:

    Super legal as informações aqui expostas! Queria dizer que além de homens que gostam de usufluir dos serviços de mulheres de programa, existem aqueles que gostariam de casar com elas. Homens sem preconceito, que querem cuidar, amar e formar uma famlia com essas mulheres. Bom que neste espaço fosse criada uma sala de bate papo para este objetivo. quem sabe, em parceria com alguma associação de garotas e mulheres de programa de Itatinga.

  4. carla disse:

    Parabéns! matéria muito bem feita, conseguiu alcançar todos os pontos que esse lugar realmente transmite, não como muitos que só sabem julgar e falar mal do bairro e das garotas, mas mostrou os dois lados, como vc falou, meretrizes, prostitutas, tmbm são mães, cidadãs, e só para complementar, seres humanos, como qualquer outro, e por traz dessas mulheres tem alguém muito importante que chama ” FAMÍLIA”.


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